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domingo, 10 de janeiro de 2010

Fidelidade




                                                  Foto Google
Fiel! Minha alma te tem no peito
Certa que te amou até tua morte!
Olhou teu corpo deitado no leito
O verso- vivo! O corpo- sem norte!


Como morta em instinto animal
Sobrevivo apenas- na poesia
Que vale a vida sem madrigal?
Colho as horas mortas- fim do dia!


Aqui estou... Quanta aflição na alma
Seguindo... Sem teu olhar sem tua calma
Por vezes uma angústia invade-me


E tão íntima profunda saudade
Desenha-me um céu turvo pesado
Querendo me levar a ti, meu amado!

7 comentários:

Mel Redi disse...

AMIGA! Que ARRASO!! LINNNDO! bj Mel

Teresa Cristina flordecaju disse...

Grat, Mel! Boa semana!

AFRICA EM POESIA disse...

Deixo-te com carinho para ti...



O DIA LONGO


O novo dia nunca mais chega...
Acordei cheia de impaciência...
Ouvi dizer...
Amanhã é Natal...
É um dia de Amor...
Acordei...
Para ver o que se passaria...
E olhei o céu...
Era igual ao céu de ontém...
E olhei o sol...
Como ontem...
O sol estava escondido...
E fui procurando...

Para mim...
Nada de novo...
Não via o Natal...


A minha casa...
Continuava igual...
As janelas...
Tinham os mesmos vidros...
Velhos e partidos...
A porta...
No fundo...
Com os mesmos buracos...
Onde os ratos
Entravam...
Sem pedirem licença...

Voltei a olhar...

E o Natal...
Afinal onde estava?
Procurei debaixo
Da grande pedra...
Na berma da estrada...
E não encontrei nada...

Depois fui a casa...
E trouxe um pão...
Pão simples, mas bom...
Quando...
Dei uma dentadinha
Com os meus dentinhos...
Pequeninos...
Vi um menino...
Pequenino como eu...
Com os olhos abertos...
A olhar o meu pão...

Nesse momento...
Senti que gostaria...
Que fosse meu irmão...

Peguei no meu pão
Dei-lhe metade...
Demos as mãos...
Caminhamos pela estrada
E
Uns anos mais tarde...
Entendi...
Que nesse dia...
Tinha sido NATAL...

LILI LARANJO (Do meu livro Magia de Natal)

O Árabe disse...

Saudade... um sentimento que nos leva à poesia. :) Boa semana, amiga!

José disse...

Olá Teresa,
Gostei muito do blog,e dos sonetos
já a estou seguindo, voltarei com mais vagar, para ler tudo o que há por aqui.

um abraço,
José.

Jorge Sader Filho disse...

Dominando a difícil arte do soneto, Teresa mostra a perda da pessoa amada, sem apelações.

Abraço
Jorge

Norma Villares disse...

Eiba! Que coisa boa ler sobre fidelidade.

Lindo poema, soa muito bem aos ouvidos.
Beijinhos no coração